banner-nosso-servicos

Nos últimos vinte anos, a questão da Qualidade do Ar de Interiores (QAI) de áreas climatizadas para ocupação humana vem despertando a atenção de diversos órgãos governamentais e associações técnicas do mundo inteiro, especialmente na sua relação com saúde humana. Constatou-se que o objetivo de simples conforto humano não é suficiente para preservar a saúde dos ocupantes nos ambientes climatizados.

 

A Qualidade do Ar de Interiores é o conjunto de condições presentes no ar (físicas, químicas e microbiológicas) influenciadas pela relação entre fontes contaminantes, proliferação pelo ar e partes do sistema e o contato com as pessoas sendo diretamente influenciada pelos sistemas de climatização, seus diversos componentes (dutos, filtros, captação de ar, tratamento do ar, etc), a qualidade do ar externo e as características do ambiente. A interação entre todas estas partes devem ser capazes de fornecer um ar com boa qualidade que possam influenciar não apenas o conforto e a produtividade de seus ocupantes como também não agredir e proteger a sua saúde.

 

No Brasil a discussão sobre a Qualidade do Ar de Interiores se iniciou em 1998 com a publicação da Portaria 3523 do Ministério da Saúde instituindo a obrigatoriedade do Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC) que abrange todos os aparelhos de climatização em uso e o conceito de infração sanitária para as questões relacionadas à qualidade do ar. É um marco na concepção da Qualidade do Ar de Interiores no país, mostrando a sua clara relação com a manutenção dos equipamentos. Mas apenas isso não é o suficiente e após cinco anos, em 2003, a ANVISA por meio de uma resolução (RE 09/2003) definiu valores mensuráveis para certas características do ar que sejam indicativos de sua qualidade. Como forma de controle, toda instalação com capacidade maior ou igual a 5 TRs devem ter uma amostragem frequente da qualidade do ar por meio de medições e análises laboratoriais para avaliação das condições físicas, químicas e microbiológicas do ar.

 

A SETRI realiza Avaliações de Risco da Qualidade do Ar de Interiores de Ambientes Climatizados para Ocupação Humana de uma forma abrangente: desde a captação do ar, o seu tratamento, estado de equipamentos, distribuição até o uso e ocupação dos ambientes. Também são realizadas auditorias documentais em função das exigências legais e a interpretação dos resultados de laudos laboratoriais.

 

Nossa avaliação, ao fim demonstra uma visão dos sistemas de climatização, sua operação e manutenção, descrevendo riscos, formas de seu gerenciamento e sugerindo um plano de melhorias.

 

Nossa avaliação segue a legislação brasileira (Portaria do Ministério da Saúde 3523/1998 e a Resolução da Anvisa 09/2003) tendo por base também as normas técnicas da ASHRAE (associação técnica internacional de aquecimento, climatização e refrigeração) e da ABNT sobre o tema (tal como a ABNT NBR 15848:2010, 16401:2008, 16101:2012)