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Legionella é um gênero de bactéria presente na água que, quando contamina um sistema de água de uma edificação, encontra condições para apresentar um risco à saúde humana. Ela é capaz de infectar os seres humanos causando dois tipos de doenças: a Febre Pontiac, que se assemelha muito a uma forte gripe (não há casos fatais da Febre Pontiac) e uma pneumonia atípica (que pode ser fatal em 15% dos casos e até 50% quando a infecção ocorre em hospitais) conhecida como legionelose ou mal dos legionários.

 

Atualmente existem mais de 50 espécies identificadas, das quais a Legionella pneumophila é a mais frequente nos casos clínicos identificados, mas não é a única que pode infectar seres humanos. A Legionella foi identificada pela primeira vez em 1977 após um surto de pneumonia, até então misterioso que ocorreu entre os integrantes da Legião Americana que haviam se reunido no ano anterior na Filadélfia. Foram 221 infectados e 34 mortos.

 

A infecção ocorre por meio das vias respiratórias, ou seja, o hospedeiro necessita respirar gotículas de água contaminadas pela Legionella e assim desenvolve-se a infecção pulmonar, que muito se assemelha às pneumonias convencionais o que dificulta seu diagnóstico correto. A transmissão não ocorre de pessoa para pessoa e, dessa forma, há sempre uma fonte de contaminação que pode ser identificada.

 

Fatores para um contágio:

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Por suas características naturais, é um microrganismo que não é controlado facilmente por meio dos tratamentos convencionais da água e, dessa forma, a potabilidade da água não é garantia da sua ausência na água independentemente da sua fonte (concessionária, poço, captação de rios ou represas, etc).

 

A Legionella é um risco surgido a partir da atividade humana (já que no seu habitat natural ela não representa risco previsível) e, portanto, quem projeta, gerencia, opera ou é proprietário de uma edificação são responsáveis pelos danos que seus sistemas de água e seus componentes (chuveiros, torres de resfriamento, fontes decorativas, spas, piscinas, umidificadores, sistemas de irrigação, entre outros) venham causar à vida e à saúde de outros. Conforme alerta a jurista e procuradora do Estado de São Paulo Mirian Dilguerian em um estudo do Direito Ambiental e Direito Sanitários brasileiros:

 

“A contaminação ambiental pela bactéria Legionella, causada pela negligência dos Homens nas medidas a serem tomadas para a sua não proliferação, e que cause danos, pode ensejar responsabilidade do seu causador (inciso IV, do artigo 3º; inciso VI, do artigo 4º; parágrafo 1º do artigo 14, todos da Lei nº 6.938/81, dentre outros)”

 

Para a prevenção da Legionella é necessário um ativo processo de gerenciamento e minimização de seus riscos nos sistemas de água de uma edificação. A SETRI realiza a Avaliação de Risco da Legionella auxiliando seus CLIENTES na difícil tarefa de identificar, gerenciar e minimizar os riscos desta bactéria para proteção de seus colaboradores, seus clientes, visitantes e a comunidade em seu entorno.

 

Realizamos uma avaliação de todos os componentes e atividades de operação dos sistemas de água da edificação (hospital, shopping center, hotel, condomínio empresarial, data center, indústria, etc) para identificar perigos, classificar riscos e, por fim, sugerir um plano de melhorias e de operação a fim de gerenciar o risco de Legionella em cada sistema.

 

Nossa avaliação de risco utiliza-se do método HACCP (método de controle de riscos largamente utilizado nas indústrias alimentícias) e baseia-se nas mais importante e reconhecidas normas técnicas aceitas mundialmente para gerenciamento do risco da Legionella como a Organização Mundial da Saúde (OMS/ONU), OSHA nos EUA (Occupational Safety and Health Administration), HSE no Reino Unido (Health and Safety Executive) e a ASHRAE 188 (norma da associação técnica internacional referente a sistemas de climatização e refrigeração).